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União Europeia vai mudar as regras da habilitação para caminhões

Dois homens com coletes refletores conversam ao lado de um caminhão branco em área de inspeção veicular.

O Parlamento Europeu e o Conselho da UE devem alterar as regras da carteira de habilitação para caminhões em todos os Estados-membros.

A proposta reduz a idade mínima para dirigir caminhões na União Europeia de 21 para 18 anos, independentemente da categoria, e também permite que jovens de 17 anos assumam a direção, desde que estejam acompanhados por um motorista experiente. A intenção é enfrentar um problema que já se tornou urgente: a falta de motoristas profissionais em diversos países europeus.

A nova idade mínima passará a valer de maneira uniforme em todos os Estados-membros, mas a aplicação continuará sob responsabilidade de cada país, como já acontece hoje. Além disso, a formação obrigatória e a avaliação contínua previstas devem ajudar a garantir que essa antecipação da entrada no setor não comprometa a segurança viária.

Em Portugal, dirigir caminhões aos 18 anos já é possível com formação específica

Em Portugal, já é permitido obter a carteira de pesados de mercadorias com e sem reboque (C1, C1E, C e CE) a partir dos 18 anos, mas apenas com uma formação complementar obrigatória, como o Certificado de Aptidão para Motorista (CAM), segundo o IMT. Sem essa formação, aos 18 anos, só é possível tirar a categoria C1 e C1E.

A nova diretiva europeia quer padronizar as regras e facilitar a mobilidade dos motoristas entre os países da UE, algo especialmente relevante para o setor de transporte de mercadorias.

Uma profissão de caminhões que precisa atrair novas gerações

Com essas medidas, a Comissão Europeia entende que será possível renovar e rejuvenescer o setor, que vem enfrentando um problema estrutural de escassez de mão de obra, tornando-o mais acessível para jovens que enxergam no transporte de mercadorias uma opção de carreira, sobretudo em regiões periféricas ou menos urbanizadas.

Agora, resta aguardar a aprovação formal do novo regulamento e a adaptação da legislação nacional, que deve ocorrer ao longo dos próximos quatro anos. A idade cai, mas o desafio permanece: fazer com que essa profissão volte a ser atraente para os mais jovens.

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